"Tínhamos tudo. Ah, sim, tínhamos tudo para sermos dois. Mas foi você quem acabou com tudo. Ah, o “mas”. Sempre tem um “mas” pra tudo não é? E sem querer sair do assunto, mas já saindo, existem vários tipos de “mas”. O “mas” alegre. O “mas” triste. O “mas” de dúvida. O “mas” de arrependimento. O “mas” de confiança. O “mas” de “mas”, que às vezes nem sabemos o por que. E foi esse “mas”, o último, que você chegou a falar. Você não soube o por que. Você sabia, tínhamos tudo para sermos dois. E no primeiro teste você se entregou totalmente para outro. Eu te vi balbuciando e derramando algumas lágrimas no rosto. O seu “mas” incontínuo foi soado sem nenhum por que. Você deveria aprender a valorizar as pessoas. Deveria, também, aprender a passar por obstáculos que muitas vezes intriga sua vida. Já não é madura o suficiente para saber o que é certo ou errado? Já não é madura suficiente para saber que magoar as pessoas é ruim, é doloroso? Meu Deus! Você deveria saber disso, garota. Sim, garota. Porque você não passa disso. O primeiro cara que apareceu você se jogou! Eu acreditei em tudo. Nas suas palavras. Nos seus sussurros ao meu pé do ouvido. E agora me aparece pedindo desculpas e chorando, como se isso fosse suficientemente fácil de perdoar. Não é sempre que eu vejo alguém que eu amo beijando outro na esquina. Isso é difícil. Eu acreditei em você. Eu acreditei em nós dois. E agora você jogou tudo para o alto, meu bem. Você desperdiçou tudo o que tínhamos. E o que planejamos, então? Está tudo perdido. E agora vou embora. Não quero ver mais esses olhos falsos. Essas lágrimas falsas. Essas tuas desculpas hipócritas. Eu quero que fique só. Quero que aprenda o quão ruim é trair alguém. Eu quero que você engula o seu “mas” e viva com esse desentendimento para sempre. Viva com suas palavras não ditas. Não se pode explicar uma coisa enganosa para alguém que sabe e que viu tudo. Isso dói. Acaba ficando na memória. Espero que não faça isso; nunca mais."
— Proezas